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Le-mar

Padrão

Leme – substantivo masculino

  1. 1.

mar peça plana, localizada na parte submersa da popa de uma embarcação, que gira em um eixo e determina a direção em que aponta a proa.

  1. 2.

aer peça existente na cauda do avião, que regula a direção do aparelho.

Estava caminhando distraída… quando vi um artesão, o Mello, numa conversa pra lá de animada com o meu pai e meu irmão…

Olhei pro leme, no meio de tantas embarcações que estavam expostas. Não sei dizer se realmente foi eu quem olhei, ou se fui atraída por ele.

Parei pra ouvir…

Marini, meu nome, tem um pouco de MAR… tem AR… tem A – MAR…

Depois de uma troca maravilhosa de experiências sobre a vida, estrelas, navegação, minha mente navegava pela minha vida, e nas profundezas, abri o baú do passado…

É bom morar no futuro, mas é no passado que mora nossa essência…

E velejar exige experiência… E é de onde já passamos que a consultamos…

Já o presente… o próprio nome já diz. Viver é saber lidar com as tempestades (quase sempre imprevisíveis)

O leme transmitiu a mim sua importância. Nele, vemos a responsabilidade e o controle.

Será que sempre estamos aptos a direcioná-lo?

Tendo o domínio sobre nossas vidas, somos NÓS os responsáveis por comandar e dar a ela a direção que ela precisa.

Voltei no passado…

Há momentos que preferi enterrar, lá nas profundezas. Aqueles em que o lema é: o que não for leve, que o mar leve.

Já outros, que se fizeram tão presentes, que os olhos transbordaram, dando vida ao que se foi. Um coração se inundou de saudade… Mas não é lá meu lar.

O leme me chamou… Momentos depois, entendi a necessidade de direcioná-lo.

Onde eu quero morar?

Meu lar é meu mar, é onde eu quero morar…

Substantivo masculino porque mulher não tem direção… e seu leme é sempre o coração

Obs. Onde troca?

Citação

O amor?

O amor é um vôo.

Certos momentos, sofremos muito por amar alguém e este alguém partir, sem um motivo que pra nós, seja concreto.

Amar é aprender a voar.

Estar ao lado de alguém numa nova etapa é sempre um renascimento, onde se tem a chance de ensinar e aprender.

As asas recomeçam a formação, o medo inicia com o passar do tempo, os passos são curtos e a distância é imaginável.

É preciso confiança para voar de novo.

E há quem não queira voar, ou permitir que o outro voe, mesmo sabendo da importância disso para ambos.

Voar não significa partir. Significa se desprender do mundo e dos padrões, com a responsabilidade alheia a quem te ensinou.

Há quem não ensine, há quem ensine e se arrependa.

Há quem não compreenda se deve realmente ensinar, e há quem nem queira mais aprender.

Há quem sabe tão bem que assusta os demais, e acaba voando sempre sozinho.

Amar… É alçar vôo, é caminhar com asas. E ter um pé no chão e olho no céu.

Ás vezes, é esquecer que existem pés e apenas sentir as asas.

Saber que se pode voar sozinho, mas que voar acompanhado pode ser bem divertido.

Uma grande verdade é o porquê que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?

Certas horas, um empurrão é preciso.

Porém, em alguns momentos, é importante reconhecermos que, melhor que o “empurrão” é voar por conta e risco próprio.

Já se sabe tudo sobre o vôo, mas o medo não permite você sair do lugar.

Eu acredito que enquanto não descobrimos nossas asas, não saberemos o propósito da vida.

Os riscos são grandes, e cair do céu faz parte do crescimento.

Seja por um vento forte ou por uma leve brisa.

Seja lá por uma bala de canhão ou por uma pedrinha, lançada por um estilingue.

Somente voando você poderá sentir…

A emoção de estar nas nuvens, a descoberta de novas paisagens, o orgulho de ter saído do lugar.

Não se coloque em uma gaiola. Estar preso é uma condição, e não uma imposição.

Liberdade é risco, mas também é previlégio.

O verdadeiro amor não te prende, ao contrário, te liberta!

Se estava se sentido preso, comece devagar.

Primeiro, bata uma asa… depois a outra… Pule… Comece a sentir o poder que está em você.

Você vai se machucar no início, e depois também.

Não se assuste! Será isso que lhe fará crescer.

Estar livre e poder amar é descobrir que a vida não se limita ao chão, nem ao céu, nem há correntes e gaiolas.

Ame, mas não aprisione.

Deixe o outro voar também.

Se ele não voltar, não desanime.

Voar é escolha, amar e voltar é decisão.

Amar é estar entre o céu e o mar.

Bom vôo!

“coloque um peixe na terra e ele lembrar-se-á do oceano até à morte.
coloque um pássaro na gaiola e mesmo assim ele não se esquecerá do céu.
cada um permanece saudoso do seu verdadeiro lar.
o local em que a sua Natureza decretou que ele deveria estar.”
textos Zen

Vôo