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Citação

Se imagina no meio de um nó?

Talvez seja possível visualizar algo engraçado, mas é comum me sentir assim.

Até hoje não consegui descrever como me sinto quando estou com um nó na garganta.

Intranscritíveis.

Sensações que não são possíveis de se expressar.

A tentativa pode ser válida, mas por mais que se persista, chega uma hora em que ela se torna inútil.

Você pode cantar, desenhar, escrever, fazer mímica, chorar, sorrir ou olhar.

Nada traduz o que é intrínseco.

A dúvida, a incerteza. Os opostos, os diferenciais.

Aliás, o que seria de nós se não fossem os extremos?

Testando os próprios limites, tentações, desejos.

Por vezes, o único retorno que tiramos de tudo isso são sensações únicas, indescritíveis.

E eu aqui deixo minha fascinação por isso. Pelo intangível, intocável,

INTRANSCRITÍVEL!

Pela minha descoberta constante e pelos momentos em que quase impercebivelmente se vive isso.

O prazer ímpar, que não se repete com a mesma intensidade.

A pessoa, que se torna referência e por vezes a única tradução para o sentido.

Há um tempo, ouvi que “tinha conseguido dar um nó” num ser querido e especial.

Na época, não sabia se isso era bom ou ruim, e continuo sem saber, mas com uma diferença:

É humano e normal tentarmos descrever algo, que nem nós sabemos o que é.

Para uns, o “nó” pode representar uma prisão.

Para outros, um exercício que leva a liberdade.

Pra mim, o “nó” é além disso, a decisão.

Certos momentos da vida, é necessário você optar entre desatá-lo, ou cortar a corda.

Está em suas mãos, mesmo que isso seja intocável.

O intranscritível é um desafio á parte.

Exige de ti olhar e tocar aquilo que não se vê.

Antes de procurar algo que deseja, sinta!

Ouse viver este desafio, só depende de você 😉

E viva… viva o Intranscritível!


Intranscritíveis

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Memórias

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Perdidas, trancadas, repentinamente e sem explicação… De volta!

Em um flash, ao ver uma situação cotidiana.

Um perfume, uma música, uma frase.

Desde o início da vida!

Momentos bons e nem tão bons assim, ou ruins, que por vezes, juramos nunca mais reviver, que devido ao nosso psicológico podem ser projetados, novamente.

Aquele momento em que você pára o que está fazendo para ver um instante e percorrer a memória.

Muitos acreditam no amor único e eterno.

Buscam o “par perfeito”.

A vida é uma inconstante, mudar nos é permitido.

Parei de esperar aquilo que julgam “único”.

Por ser a vida um mistério, do qual apenas temos a data de nascimento, busco aproveitar melhor cada instante.

Alguns momentos e oportunidades são únicas, e podem ser consideradas sim eternas.

Enquanto vivemos, somos imortais por estar abertos à vida.

Não acredito que existem dois extremos perfeitos, como “bem ou mal”, “felicidade ou tristeza”, “amor ou ódio”.

Sempre existirá um pouco de um no outro, logo, não existe perfeição.

Vejo uma certa harmonia instantânea, que pode durar minutos ou meses, mas, que dificilmente se eternizar.

O que fugiu um pouco ao tema se associa ao fato de que o importante, ás vezes, é parar de esperar o momento certo para ser feliz. Por mais que ele chegue, uma hora sofrerá uma inevitável mudança, sem necessariamente uma explicação.

Fazer aqui o que se pode, ter na memória recordações de momentos vividos, independente do sentimento que poderá voltar à tona.

Quando por razões de saúde alguém tem a memória afetada, logo nota-se a importância dela.

A memória antes de tudo, é a sua história.

É um “bem intangível” já que nunca é possível alguém tê-la por completo.

Melhor do que qualquer presente, é poder lembrar quando quiser, daquilo que um dia você considerou ETERNO.

 

Nada nessa vida é permanente.

Nem o riso.

Nem a lágrima.

Nem a vida.

Interrogue, exclame.

Antes que chegue ao ponto final

 

“Quem nunca passou um momento com o amor de sua vida não sabe o que é viver intensamente”

 

Os momentos passam, as pessoas se vão.

Mas as memórias… Ahhh essas se perduram até a nossa despedida.