Tag Archives: dinheiro

Respeite!

Padrão

Nas minhas andanças por aí, aprendi muito a respeitar a diversidade.

Muitos criticam aqueles que não seguem as regras. Aí eu pergunto, que regras?

Pra ser um cidadão de bem as pessoas não podem sair, beber, fumar, e outras coisas que rotulam por aí. Sobre isso, só expresso minha humilde opinião:

A escolha é individual, assim como a motivação, assim como as conseqüências das atitudes (tomadas ou não).

Se quer ser uma pessoa de bem, pratique aquele que pra mim, é o primeiro mandamento:

RESPEITE!

Independente de qual for a situação, respeite o próximo. Antes de dizer que as roupas do vizinho estão sujas, limpe a sua janela.

O respeito se baseia em deixar a responsabilidades dos atos para aquele que pratica. Quando você interfere, a responsabilidade passa a ser dividida… Contigo!

Creio que assim, muitos conflitos seriam extintos ou amenizados.

Digo sobre isto hoje por ver quão calaminosa é a nossa sociedade. A mesma que consome exacerbadamente é aquela que chuta e incendeia o mendingo.

Os detentores do poder, que dizem tanto querer o bem da população são o mesmos que na primeira oportunidade, usam o dinheiro do povo para viagens, festas e mansões milionárias.

Acredito que o amor é essencial para a vida, mas tão importante quanto ele, é a atitude que o deixa concreto. Não é plausível dizer que se ama uma pessoa do qual você não respeita. E não estou falando de romance entre e mulher somente, cito aqui relacionamentos diversos, entre pais & filhos, amizades, família.

Cuidado! Ao apontar o dedo para o outro, procure se lembrar dos três apontados pra você!

Respeito, antes de tudo, é uma prática espiritual, bem como a oração. A partir do momento que se respeita o próximo e suas escolhas, logo, aceitamos o cursar da vida, com os obstáculos e felicidades que virão.

Cada um é responsável por si, e antes de praticar com o próximo, respeite a si mesmo.

Antes de criticar, dar sermões, cobrar valores que você julga certo, lembre-se:

“Não existe certo ou errado, existe o que é melhor pra você”

E em alguns momentos, isso pode parecer egoísmo, ao querer que outro tome a decisão que você sugeriu, não respeitando o livre arbítrio dado a cada um.

Ao praticar este mandamento, creio que você verá como vale a pena. Entre tantas dificuldades que passamos, esta é uma delas:

Respeitar aquilo que a vida nos oferece.

“Não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim.

 E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.”

Clarice Lispector


Anúncios

FOME!

Padrão

(este post preferi não ilustrar)

Há tempos vem se falando sobre este assunto tão grave em meios de comunicação, igrejas e afins. Frequentando á 3 anos uma universidade, e estudando RECURSOS HUMANOS, venho notando cada vez mais a preocupação que envolve aqueles que realmente se sensibilizam com esta doença sem cura.

Os dados são assustadores:

– Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.

– 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.

– Um terço das crianças dos países em desenvolvimento
apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.

– 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água
potável.

– 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
anêmicas e encontram-se abaixo do peso.

– Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.

Dados pouco divulgados na mídia e o qual o governo finge não ver.
O que vem sendo abordado em salas de aula é a responsabilidade de cada um diante destes dados, a opinião sobre medidas que deveriam ser tomadas pelo governo e por empresas e sugestões de projetos para combater a fome.
Hoje em sala de aula o Prof° Toninho nos apresentou o curta metragem Ilha das Flores que mostra a realidade bem perto de nós, aqui no Brasil mesmo.
É lamentável esta situação, e como em outros vídeos sobre este assunto, os colegas permaneceram em silêncio ao final, comovidos cada vez com o assunto e com a dimensão dele.
Há um ano atrás, tive a oportunidade de conhecer através de amigos uma ONG que arrecada alimentos para enviar a famílias necessitadas no Nordeste, que vivem em extrema pobreza. A proposta da ONG é juntamente com uma rede de mercados, arrecadar alimentos comprados naquele dia e enviá-los para quem necessita. O trabalho do voluntário consiste APENAS em mostrar ás pessoas que estão passando naquele dia eventualmente, fazendo a sua compra, a importância de ajudar o próximo, e contribuir com o que puder. A separação, embalagem, entrega, tudo isso é realizado por voluntários, após a arrecadação. Somente é necessário contribuir.
Este apenas que citei, porém, é o mais complicado. Muitos acham um trabalho simples, mas, não é bem assim.
Estar á disposição, por livre e espontânea vontade, para pedir comida para o próximo é uma experiência que levarei pra vida toda.
Como os outros colegas que lá estavam, na mesma intenção que eu (de arrecadar e conscientizar o máximo de pessoas possível), passei por constrangimentos, deboches, grosserias e por pessoas que ignoram esta realidade. Não os critico, já que neste país, é difícil mesmo acreditar que ainda existam pessoas honestas e fazem o bem. Porém, é notável um egoísmo e uma “cegueira” que não permite á muitos sequer, ouvir o motivo de estarmos ali.
Também, é de arrepiar quando lá, encontramos outras pessoas que compartilham conosco o trabalho que realizam, que reconhecem a importância e dificuldade de estar na “linha de frente”, para defender aquilo que a consciência manda e fazer o pouco, que para muitos, é o mais necessário. Algumas crianças surpreendem também, ao pedir aos pais pra ajudar, ou a dizer que ajudam a família de um amiguinho. Ou seja, é um trabalho de formiguinha…

Importante entender que a sociedade não precisa apenas contribuir com o alimento ou dinheiro em si, mas interpretar este problema, e, como em salas de aula, discutir o que pode ser feito para tentar ajudar quem estiver ao alcance.
Mostrar a realidade para aqueles que reclamam de não ter as mais diversas iguarias em sua mesa todos os dias, ou desperdiçam comida, como se ela nada valesse. Romper o preconceito, agir como irmãos, que precisam se ajudar para que ambos prosperem.
Vejo cada vez que vou ao mercado como está difícil se alimentar, com os preços que encontramos hoje. Se para quem possui uma renda já é complicado, imagine para aqueles que dependem do “resto” que é ofertado.
Além disso, há de se refletir também, já que logo o inverno chega, nas notícias que estão por vir. Quantos não morrerão de frio este ano? E por vezes, ouvimos reclamações, sobre a blusa de grife que não ficou boa…
Boas ações são pouco divulgadas, pois não dão ibope e normalmente, precisam ser pagas para que haja divulgação.
Um assunto delicado, que por vezes, me emociona e me revolta ao mesmo tempo.

Sinto que ainda faço pouco, mas como diz o lema:

“Se não posso fazer tudo que devo, devo, ao menos, fazer tudo que posso!”
Reflita!