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Citação

Não sei como ainda é possível eu me assustar com certas coisas que ouço.

Antigamente, as pessoas pensavam menos nas consequências de um relacionamento.

O risco sempre foi eminente, mas parece que era muito melhor corrê-lo.

Com a popularização dos termos “ficar”, “azarar”, “curtir”, a tal moda do “sem compromisso” deixou tudo mais frio (ou mais quente, para alguns).

Hoje, as pessoas se aproximam mais pelo prazer carnal em si, ao invés do que a pessoa tem de valores a acrescentar.

Me espanto às vezes em ver tantas pessoas pregando o “desapego” por aí.

Duvido que no fundo estas mesmas pessoas que dizem praticar o desapego um dia sequer não sentem falta de um amor real, de um carinho diário, seja lá de qual forma for.

Não sou de uma geração que veio de um período em que era a regra: Namorar, noivar e casar.

Ao contrário, presenciei o início da era do “ficar”.

Mas, mesmo nela, ainda eram comuns os recadinhos de amor, cartas, agendas, telemensagens.

Terminar um “lance” por telefone era um absurdo.

Hoje, se falo isso pra geração mais nova, me acham brega.

Sinto muito por isso, mas não critico quem pratica essa nova forma se relacionar.

Até por que, quem nunca agiu por desejo que atire a primeira pedra.

Porém, ainda assim sinto falta da segurança que possuíamos antes.

Com o tempo e as experiências vividas, foi possível eu amadurecer.

Se aprende muito, principalmente no quesito Confiança.

No qual, hoje, posso dizer que nada mais seguro do que a consciência de cada um.

Em tempos modernos, as pessoas não dizem mais o motivo de se afastarem.

Bloqueiam no “msn”, excluem das redes sociais, não respondem e-mail’s, apagam o nº do celular. Tudo simples, sem satisfações e sem compromisso. Quanto a consciência, aí já não posso dizer.

O famoso “Pratique o desapego” poderia ser lembrado também para perdoar, quando nos faz bem desapegar daquilo que realmente nos faz mal.

Como ainda não foi possível eu me tornar uma máquina e possuo a capacidade de dialogar, sentir, chorar, morrer de amor e continuar vivendo…

Não me acostumo com tais comportamentos.

Sem condenações, sem críticas.

Apenas um desabafo, de uma pessoa que acredita que sentimentos representam muito mais do que apego.

Notando que talvez, por simples medo de sofrer se “apegando”, as pessoas perdem oportunidades de compartilhar momentos únicos e inesquecíveis.

Pratique o que realmente lhe fará bem. O “desapego” em alguns momentos também lhe renderá consequências.

Desabafo

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Sensações

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Vontades, impulsos, sentimentos, sensações que muitas vezes não são possíveis descrever.

E quando vem a pergunta:

“O que você está sentindo?”

E fica aquele “nó” na garganta, ou o sorriso nos lábios. Busco as palavras e não as encontro.

O mais difícil de tudo é compreender o porquê de muitas coisas.

Já li muitas vezes que “nada é por acaso”.

Mas, se muitos sabem disso, fica complicado compreender o motivo de tantas indecisões e medos.

A vida, teoricamente, é uma consequência dos nossos atos (ou da ausência deles).

Algumas coisas que ocorrem e ficam realmente sem explicação.

Essa teoria nos deixa atentos.

Alertas á felicidade ou de que mesmo na dor podemos aprender algo.

O que fica mesmo longe das teorias é a sensação que estes momentos causam.

Existem fatos que ocorrem que demoram anos a ser completamente “digeridos”.

Outros em que é possível esquecer temporariamente o que se viveu, mas como um vento traiçoeiro, alguma mera palavra, música, cheiro, situação, número, trazem tudo a tona novamente.

Sensações boas ou ruins, que cada um vive e não consegue expressar.

Do êxtase à dor, do frenesi à angústia.

Daquilo que se viveu incompletamente, da palavra não dita…

Do tudo que se sente em pouco tempo, mas que jamais será possível descrever ou compreender.

Um conflito interno, uma luta diária.

O que fazer pra que elas passem?

Por alguns instantes, imagino estar num momento surreal, onde ali, sorrirei involuntariamente, ao respirar. Criar, sonhar. Poder estar como a realidade não permite.

Relembrar bons momentos vividos me faz bem. Alguns momentos foram tão perfeitos em si, que nem um sonho será capaz de projetá-los tão bem novamente para a realidade.

Reviver o que passou.

Sentir aquilo “tudo” de novo.

Tentar desatar o nó que ficou na garganta.

Sensações… Intensas, extremas, extensas, haja vista que levarei por toda vida.

Certas horas, o desejo de sentir de novo…

“Nem sempre a paixão te leva a lugares inesquecíveis. Mas quase sempre, a sensações e emoções jamais vividas.”