Citação

Um caractere e na sequência uma denominação própria.

A escrita de hoje é sobre a “Internetlização” da pessoa e seus sentidos.

E há muito eu venho notando o “amor”, a “saudade”, a “felicidade” e outros tantos sentidos expressos nas redes sociais.

Sejam em frases, indiretas, imagens, declarações públicas de amor e ódio, a rede está farta de emoções.

A minha dúvida, ao observar tudo isso, é:

O mundo virtual é completamente real?

Pode parecer ridículo pensar sobre, mas me pego certas vezes tão envolvida nesta “teia” que ela parece ser perfeitamente real. E acredito não ser.

Como disse no post anterior, acredito no que existe de fato, não em palavras soltas, frases aparentemente bonitas e imagens impactantes. As indiretas por sua vez, podem causar um efeito avesso ao desejado. Mas de certa forma, todos estão presos nesta “teia” e enquanto não se nota isso, a realidade vivida é aquela em que se está preso.

Eu escrevo aqui por diversos motivos, e um deles é por se ver exatamente nesta “teia” que citei.

Em outras, exito em escrever tudo, a realidade fica entrelinhas, afim de deixar o leitor descobrir o que está lá, ou quem sabe, se descobrir.

A @marinilopes não é exatamente como está nas Descrições, não sente somente a saudade descrita em sete letras, e nem ama pouco, com apenas três letras.

A internetlização dos sentidos tornou tudo mais simples, pra quem se habituou a esta teia, e acredita cegamente em tudo que nela lê.

Desde ao amor até a ira, tudo visto se analisado de forma racional, é engraçado de tão explícito e impulsivo.

Certa vez li uma tirinha que dizia: “O que os olhos não vêem, as redes sociais contam”.

Até mesmo os relacionamentos ficam á tona quando todos estão sob a mesma teia. Se não houver uma realidade, em que os sentidos sejam reais, o mundo real se torna virtual, e corre o risco de assim como uma rede, certa hora ser desconectado.

Porém, com tantos “porém’s”, a mesma rede que pode influenciar de forma negativa, é aquela que se usada de forma prudente, cria laços, une pessoas com interesses parecidos, reaproxima famílias, enfim, se torna mais uma ferramenta, e não mais a única ferramenta.

Assim como viver, este outro mundo agora muito mais acessível precisa ser de fato, compreendido.

Opinião da escritora (ou desabafo, a interpretação fica a critério do leitor):

O post teve um fato que motivou, mas agregou tudo aquilo que venho vendo á tempos.

Chega um momento da vida, fora da teia aos poucos construída, que se nota a necessidade de acordar. Dizer nas redes, twittar, postar no blog (risos), enviar e-mail’s e afins não soluciona e ás vezes, nem te aproxima do que se deseja.

– A saudade não cabe em palavras, ela precisa ser aos poucos, vivida.

– O abraço e o beijo enviados atráves da escrita não contém o seu calor, o seu cheiro, a sua forma.

– GRITAR em caixa alta não alivia a dor.

– Eu♥te♥amo, por mais enfeitado que esteja escrito não traduz o que você sente.

– “Eu quero te ver”, dito ou escrito, não tem o brilho lindo do seu olhar, quando você deseja isso.

– A vontade de não estar mais perto, por mais que seja insistidamente dita, não é convincente, por não poder ser vista e sentida ao mesmo tempo.

– O “Adeus” é mais simples, por assim ser mais fácil e encorajador de se fazer.

Assim como uma foto de cardápio não te alimenta, é necessário se fazer real.

Neste outro mundo, pude vivenciar boas experiências, encontrei pessoas incríveis e graças a ela, também fui encontrada.

Aprendi a controlar as próprias emoções, iras, desejos e uma das lições mais divertidas foi a de excluir as pessoas das redes, na esperança de excluí-las do coração.

Esta facilidade de conexão ainda não foi criada, então, eu continuo acreditando no que eu vivo, vejo e sinto.

Posso ter evidências virtuais contrárias ao que sinto, porém, elas jamais me tirarão o foco.

Este mundo novo me ensinou a ter coragem, já que esta atitude, fora dele, se tornou rara.

Enquanto o que eu viver não me convencer, a intertlização não convencerá.

Lembre-se: Ela é apenas mais uma ferramenta de sentidos, e não a única.

Por mais extensa e infinita que esta rede seja, minha vida não cabe aqui.

Não há caracteres suficientes para traduzir meus sentidos.

O olhar é insubstituível!

Um sorriso á tudo aquilo que não está nas redes, inclusive, o que sinto agora.

Viva mais, internetlize menos!

😉

@em.caracteres

Anúncios

One response »

  1. Perfeito! Há um texto bem bacana da psicóloga Patricia Gebrim falando sobre o que é real, o que é virtual. Vou encontrá-lo para te enviar! ; )
    Beijos!!!

Curtiu? Complete o quebra-cabeça ;)

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s