Monthly Archives: Novembro 2011

Lápis

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Sempre tive preferência em escrever as coisas á lápis.

Notava que minha letra ficava mais bonita com ele. Porém, nem sempre é possível.

Assim como algumas coisas na vida, nem sempre temos a chance de fazer um rascunho.

E existem algumas lições, que ao escrever com o lápis não notamos logo de início.

Assim como ele, nem sempre a qualidade da madeira é importante. O que importa é o grafite, que está dentro. Muitas vezes, nos preocupamos mais com o externo do que com aquilo que realmente nos move.

Ao passar da escrita, corre-se o risco da ponta quebrar. E daí, com o apontador, podemos deixa-lo mais afiado e damos forma novamente ao lápis. Ele diminui, mas ainda assim não perde seu valor e sua função.

Quando nos machucam, a sensação talvez seja essa. Que fomos partidos. Mas nada nos impede de continuar, começando de novo.

Errar, quando escrevendo á lápis, nos permite apagar e corrigir. Nem sempre a vida nos permitirá este feito, mas, enquanto co-autores da nossa história, é necessário revisá-la antes de passar a limpo. Apagar não significa necessariamente esquecer, mas se adaptar ao novo, que pode sim, deixar o texto mais coeso.

Mas, por mais que se tente apagar, por melhor que seja a borracha, em alguns papéis, a marca não sairá. Assim como muitas coisas que você fizer, alguma delas nenhuma borracha será capaz de apagar.

Com um lápis, é possível se fazer uma bela obra de arte, ou um texto arrepiante.

Já com outro, por vezes isso não é possível. Se não se pode aponta-lo, a madeira é melhor que o grafite ou não se tem o costume de manter uma borracha ao lado, fica difícil se obter bons resultados.

Por fim, o mais importante. O lápis não escreve sozinho, ele precisa de alguém para conduzí-lo.

Nunca se esqueça de que sempre haverá alguém guiando você.

Algumas vezes, a escrita será da forma que o autor quer, e não da maneira que você deseja.

Como autor da sua vida, agradeça-o por nem sempre escrever da forma que você deseja.

Ao ser o co-autor dela, revise quando achar necessário. Corrigir alguns erros pode nos permitir êxito futuro.

Releia sempre sua vida. O que hoje pode não fazer sentido, amanhã pode lhe ser útil.

Mostre-a ás pessoas que realmente se importam com você. Algumas mudanças necessárias nem sempre estão à nossa vista, por estarmos acostumados com aquele texto.

“A vida é um livro. Nele, tudo que acontece do seu nascimento á sua morte está escrito. Idade nem sempre representará tudo. Viver é uma relatividade desproporcional a números. Os momentos vividos constarão pra sempre em sua memória. Não devemos nos preocupar com a próxima página, desde que tenhamos aprendidos com a página anterior, e que na página atual, contenha o melhor de si.”

Boa escrita!

Citação

Não sei como ainda é possível eu me assustar com certas coisas que ouço.

Antigamente, as pessoas pensavam menos nas consequências de um relacionamento.

O risco sempre foi eminente, mas parece que era muito melhor corrê-lo.

Com a popularização dos termos “ficar”, “azarar”, “curtir”, a tal moda do “sem compromisso” deixou tudo mais frio (ou mais quente, para alguns).

Hoje, as pessoas se aproximam mais pelo prazer carnal em si, ao invés do que a pessoa tem de valores a acrescentar.

Me espanto às vezes em ver tantas pessoas pregando o “desapego” por aí.

Duvido que no fundo estas mesmas pessoas que dizem praticar o desapego um dia sequer não sentem falta de um amor real, de um carinho diário, seja lá de qual forma for.

Não sou de uma geração que veio de um período em que era a regra: Namorar, noivar e casar.

Ao contrário, presenciei o início da era do “ficar”.

Mas, mesmo nela, ainda eram comuns os recadinhos de amor, cartas, agendas, telemensagens.

Terminar um “lance” por telefone era um absurdo.

Hoje, se falo isso pra geração mais nova, me acham brega.

Sinto muito por isso, mas não critico quem pratica essa nova forma se relacionar.

Até por que, quem nunca agiu por desejo que atire a primeira pedra.

Porém, ainda assim sinto falta da segurança que possuíamos antes.

Com o tempo e as experiências vividas, foi possível eu amadurecer.

Se aprende muito, principalmente no quesito Confiança.

No qual, hoje, posso dizer que nada mais seguro do que a consciência de cada um.

Em tempos modernos, as pessoas não dizem mais o motivo de se afastarem.

Bloqueiam no “msn”, excluem das redes sociais, não respondem e-mail’s, apagam o nº do celular. Tudo simples, sem satisfações e sem compromisso. Quanto a consciência, aí já não posso dizer.

O famoso “Pratique o desapego” poderia ser lembrado também para perdoar, quando nos faz bem desapegar daquilo que realmente nos faz mal.

Como ainda não foi possível eu me tornar uma máquina e possuo a capacidade de dialogar, sentir, chorar, morrer de amor e continuar vivendo…

Não me acostumo com tais comportamentos.

Sem condenações, sem críticas.

Apenas um desabafo, de uma pessoa que acredita que sentimentos representam muito mais do que apego.

Notando que talvez, por simples medo de sofrer se “apegando”, as pessoas perdem oportunidades de compartilhar momentos únicos e inesquecíveis.

Pratique o que realmente lhe fará bem. O “desapego” em alguns momentos também lhe renderá consequências.

Desabafo

Sensações

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Vontades, impulsos, sentimentos, sensações que muitas vezes não são possíveis descrever.

E quando vem a pergunta:

“O que você está sentindo?”

E fica aquele “nó” na garganta, ou o sorriso nos lábios. Busco as palavras e não as encontro.

O mais difícil de tudo é compreender o porquê de muitas coisas.

Já li muitas vezes que “nada é por acaso”.

Mas, se muitos sabem disso, fica complicado compreender o motivo de tantas indecisões e medos.

A vida, teoricamente, é uma consequência dos nossos atos (ou da ausência deles).

Algumas coisas que ocorrem e ficam realmente sem explicação.

Essa teoria nos deixa atentos.

Alertas á felicidade ou de que mesmo na dor podemos aprender algo.

O que fica mesmo longe das teorias é a sensação que estes momentos causam.

Existem fatos que ocorrem que demoram anos a ser completamente “digeridos”.

Outros em que é possível esquecer temporariamente o que se viveu, mas como um vento traiçoeiro, alguma mera palavra, música, cheiro, situação, número, trazem tudo a tona novamente.

Sensações boas ou ruins, que cada um vive e não consegue expressar.

Do êxtase à dor, do frenesi à angústia.

Daquilo que se viveu incompletamente, da palavra não dita…

Do tudo que se sente em pouco tempo, mas que jamais será possível descrever ou compreender.

Um conflito interno, uma luta diária.

O que fazer pra que elas passem?

Por alguns instantes, imagino estar num momento surreal, onde ali, sorrirei involuntariamente, ao respirar. Criar, sonhar. Poder estar como a realidade não permite.

Relembrar bons momentos vividos me faz bem. Alguns momentos foram tão perfeitos em si, que nem um sonho será capaz de projetá-los tão bem novamente para a realidade.

Reviver o que passou.

Sentir aquilo “tudo” de novo.

Tentar desatar o nó que ficou na garganta.

Sensações… Intensas, extremas, extensas, haja vista que levarei por toda vida.

Certas horas, o desejo de sentir de novo…

“Nem sempre a paixão te leva a lugares inesquecíveis. Mas quase sempre, a sensações e emoções jamais vividas.”

Tudo bem!

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A velha resposta de sempre.

Por vezes, a melhor saída pra se omitir a tristeza ou outros sentimentos que não nos deixam bem.

Em outras, uma forma de prosseguir a conversa e deixar pra lá o que se passa.

Conhecendo bem quem está ao nosso redor, sabemos que existem aqueles que se alegrariam em ouvir que “não está tudo bem”.

As duas palavras, usadas há tempos por nós, representam além de uma auto-proteção, uma forma de poupar o outro com problemas que julgamos nossos.

Hoje, não espero esta pergunta para conversar com quem tenho como amigo para contar o que não está bem.

Ao guardarmos tudo de ruim que vivemos, sem compartilhar, logo isso reflete em nosso corpo.

É preciso descarregar esta tensão em algo. Esportes, terapias, conversas. Aquilo que você sente-se bem fazendo.

De qualquer forma, o ideal é resolver um problema, quando ele existe.

Decepções, medos, traumas. Estes, quando o tempo não é capaz de curar, recomenda-se buscar auxílio de um profissional, antes que se agrave tornando um mal maior do que o existente.

Em tese, todos vestimos uma máscara diariamente. Até porque, não vejo a necessidade de todos compartilharem particularidades.

Muitas, ninguém é capaz de compartilhar. Insegurança, medo, desconfiança.

São tão valiosas a nós que não permitimos a ninguém saber delas.

Sei do quanto este “Tudo bem” representa e hoje, já o ouço de algumas pessoas somente quando tudo está realmente bem.

Confiança que se conquista ao longo do tempo, através do convívio e de atitudes.

E que pode se perder em um simples gesto também.

O “Tudo bem” sincero, real e feliz só depende de você.

A participação dos outros é importante, mas antes, é necessário buscar o que te faz realmente bem.

De algumas pessoas, você conquistará o “Tudo bem” pra sempre.

De outras, você poderá ser parte da conquista dele.

Que fique “Tudo bem” verdadeiramente pra você!