Monthly Archives: Outubro 2011

Encontros, despedidas & reencontros

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Novos ciclos são necessários!

“A vida é arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida.”
Um mistério que só Deus pode decifrar. O porquê de alguns caminhos se cruzarem e o motivo que move algumas pessoas para longe.
Vejo muita beleza nisso e apesar da eterna incógnita, encontros e despedidas marcam nossa vida.
Desde nosso nascimento, nossa história é baseada em mudanças, e a influência das pessoas em nosso caráter e personalidade é muito perceptível.
Independente de quanto solitários nos sentimos, sempre haverá uma renovação que nos permitirá conhecer e viver novos e diferentes momentos.
Quantos entraram sem motivo algum e depois são essenciais em determinado momento.
Ou pessoas que considerávamos demasiadamente importantes e por nada, sumiram. Algumas vezes, o adeus dói e demora a ser compreendido.
A verdade é que estas “entradas” e “saídas” marcam muito nossa história, por mais incompreensíveis que sejam.
Além delas, me fascino com alguns reencontros. Inesperados, agradáveis ou não, parece que neles temos uma segunda chance, ou a oportunidade de reviver momentos que a memória ignorou durante muito tempo, pelo simples medo de querer revivê-los.
Melhor do que querer compreender tudo isso, é aproveitar cada instante, sem “porquê?” nem “pra quê?”.
Aliás, como falou Guimarães Rosa:
“Não convém fazer escândalo de começo, só aos poucos é que o escuro é claro…”

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Citação

“Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor.”

Em nossa missão ou jornada (a definição é infinita e individual) temos a chance de errar, acertar ou nos acomodar. Acredito que na vida, aprendemos muito com as cicatrizes (ou com a ausência delas).

O que relato hoje, brevemente, é uma experiência que vivenciei em fevereiro de 1996.

Aos nove anos, vi minha mãe ser agredida por um homem vizinho, quando meu pai estava trabalhando e meu irmão com apenas quatro anos quase vê a cena, no qual eu assisti. Na época, morávamos em um lugar pacato, de sítios e poucos recursos. O mais próximo da tecnologia era um orelhão, há um quilômetro de distância.

Entre tantas coisas que cercaram este fato, posso dizer que foi uma lição um tanto válida á todos que estiveram ao nosso lado. Foi devido á esta ferida, que já cicatrizada, que hoje estamos onde estamos. Talvez se isso não tivesse acontecido, hoje tudo seria e estaria diferente. Não acredito no acaso, acredito em Deus.

Essa cicatriz,entre tantas outras que pude deixar se formar, me trazem além da experiência, muitas lembranças.

O que digo sobre “cicatrizes” após contar esta história resumidamente, é que elas nos remetem á lembranças, boas ou ruins. Pra mim, elas servem de despertador, que me alertam quando posso me ferir de novo. E mesmo assim, por vezes, repetimos o mesmo caminho, sabendo da dor que poderemos sofrer.

Acho engraçado hoje, que sempre ao olhar meu joelho, cheio de marcas e cicatrizes da infância, lembro-me com alegria dos momentos bons que vivi, pois vejo ali a marca de que um dia tentei.

A cicatriz física ou emocional, olhada por vezes com certa tristeza, posso enxergar como um sinal de nobreza. Nobreza no gesto de quem um dia se arriscou, tentou; mesmo sabendo que talvez não conseguisse obter êxito. Um covarde, de certo, está limpo e ileso disso, pois, com medo de se machucar, nunca arriscou. E assim, sofrerá com a incerteza, pela ausência do ato.

Tenho comigo muito orgulho das cicatrizes que possuo. Já tive medo, mas deixei ele de lado. Me machuquei, e algumas vezes, a ferida demorou a curar, mas sobrevivi e ainda vejo muito á realizar, e tentar.

Que possamos agir com cautela, mas sem medo da dor. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Observe quantas conquistas aquele que sentiu dor e a venceu pôde vivenciar.

Tudo um dia cicatriza.

Viva sem medo de arriscar!


Cicatriz

Esconderijo

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Esconderijo
Origem: Wikipédia
A caverna também pode ser considerada um esconderijo.
Esconderijo é o lugar criado pelo ser humano ou por outro animal para se esconder de algo ou de algum perigo. Animais que se utilizam de esconderijo são as aranhas, os ratos, os répteis.

Fuga, medo, solidão, conflito.
O fato é que por vezes nós preferimos nos esconder a vivenciar um momento de prova. Como diz minha mãe “tapar o sol com a peneira”, camuflando a realidade.
O motivo mais sincero de abordar este assunto é de abrir os olhos para a realidade e enfrentar mitos, problemas, quebrar paradigmas.
Vejo muitas pessoas responderem á uma crítica mencionando uma situação o qual outra pessoa viveu, ao invés de encarar aquele momento.
Aprenda que o que é direcionado á você deve sim, ser respondido pelas suas atitudes, independente do que elas sejam (boas ou más).
Por qual razão que seja, acredito que por vezes, a auto-confiança é extremamente importante, tanto quanto o oxigênio.
Os motivos que nos levam a esconder são diversos, e individuais. Cada um sabe como a ferida dói e quando a lágrima é de felicidade, e, em alguns momentos, todos se escondem. Seja por medo ou por necessidade, temos um esconderijo que por vezes, dificilmente conseguimos sair.
Aqui generalizo o que digo porque não me sinto só nesta questão, e sei a dificuldade que é pra reconhecermos isso.
O que notei nas minhas vivências é que este esconderijo pode ser fundamental para o crescimento, mas para alguns, ele é fim da jornada.
Quando digo de crescer apresento o que aprendi com a dor: aprendi que ela fortalece. Já cheguei a me ver sozinha, numa multidão, sentindo falta de alguém que me compreendesse, e ali entrei no meu esconderijo. Ali, vi que quase tudo estava nas minhas mãos. A escolha é minha: continuar parada, no mesmo lugar, com as mesmas atitudes ou mudar, pelo meu bem e não pelos outros, e sair daquele esconderijo para viver desafios.
É triste dizer fim da jornada, para aqueles que dão muito valor á vida. Não critico aqueles que por vezes, se veêm no direito de interromper uma história, por não ver nela um motivo bom para seguir em frente.
Todos somos dotados de força e de fraqueza, e durante nossa jornada, encontraremos “N” desafios, momentos, pessoas, distintas em si e quanto as pessoas que vivenciam, portanto, antes de criticar atitudes que você não viveu, recomendo a prática da empatia.
É muito simples taxar de louco, cego, ignorante, fraco; quando na realidade, estamos todos no mesmo mundo, onde por vezes é mais prático criticar do que ajudar o próximo.
O bem que acho muito necessário é sairmos de nossos esconderijos e visitarmos o do outro. Talvez lá, encontremos o abrigo que precisamos e mostramos a ele o sol que a poeira não está o deixando enxergar.
Solidariedade, acima de tudo, nos bons e nos maus momentos.
Enxergue o sol, da forma que é, tire o que for preciso da frente para vê-lo. Enfrente com inteligência e sabedoria, tudo na vida á dádiva.
Fique no seu esconderijo apenas o tempo suficiente para aprender, que se tem alguém que precisa da sua força, esta pessoa é você mesmo.
Deus não lhe dará um fardo mais pesado do que pode carregar.

Diferenças

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“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, ainda haverá guerra.”
(Bob Marley)

 

E aqui inicio com a frase que mais define hoje a bestialidade humana.

Que cega, mata, conflita, angustia, agoniza!

As diferenças de pele, religião, estilo de vida, ideais.

Que ao invés de unir, separam, tumultuam.

E aquilo que se deve realmente notar e protestar fica de lado, impune. É necessário agir!

Os políticos nos tratam com diferença, acham que nós somos mudos, cegos e desprovidos de inteligência e eles são os espertos. O “achismo” é o que nos diferencia deles, nós sabemos o que somos.

Também vejo a fome, miséria, pobreza (de alimento e de espírito) que se impregnou por todo canto. Só não vê aquele que possui fobia disto!

E nessas diferenças, vejo além da exclusão social, uma sociedade consumista, que se preocupa com o supérfluo, que por vezes desperdiça comida e tem asco a ajudar o próximo. Já ouvi dizerem: “Isto é responsabilidade do governo, a sua ajuda é em vão”. Não ignoro este fato político, porém, não acredito que isso seja somente responsabilidade deles. Até porque, eles mal administram nosso dinheiro, quanto mais cuidar de pessoas.

Outra diferença que realmente é asquerosa é repugnarem deficientes (físicos, mentais). Já escreveu Mario Quintana:

“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
E “Miserável” somos todos que não conseguimos falar com Deus.

A sociedade que criminaliza, que vê as diferenças é a mesma que age com indiferença diante das situações que a envolvem, no qual ela faz parte do problema.

Vejo como é pura a amizade de crianças que não sabem o que é preconceito.

No Pré-Conceito digo que elas não têm um conceito de diferenciar o outro pela cor, religião, pela situação familiar econômica ou social. E daquele vínculo, quando não há a interferência de adultos ignorantes, se formam cidadãos do bem, com maiores pretensões de ajudar o próximo.

É necessário movimentar-se, semear o bem.

Quantos anos mais seguiremos vendo guerras, mortes, destruições e outras mais que por vezes nem chegam a nós por conta dos conflitos, por falta de respeito ás diferenças?

O homem por vezes, usa a inteligência na tecnologia, mas retrocede cada dia mais quando dizemos de comportamento. Não sabe evoluir neste ponto, ainda há muito que aprender.

Por isso e por tantas outras, acredito e confio na educação, nas crianças. Através delas, vejo uma possível mudança, semeando ali o futuro.

Em adultos, é necessária uma mudança de paradigmas e que tenham empatia, antes que as consequências atinjam suas casas de forma inevitável.

Acredito na cultura e acho belo e encantador a mistura dos povos.

Ritmos, cores, religiões, estilos de vida!

Vejo bons motivos para refletir o quanto as diferenças nos unem, causando sorrisos =)

Que graça teria a vida se todos fossemos iguais?