Monthly Archives: Fevereiro 2010

Pessoas – Objetos

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Já notou como as pessoas estão sendo trocadas? Por objetos, por outras pessoas, por coisas fúteis… Trocadas… Sim, muitos deixaram de amar as pessoas e usar as coisas… estão fazendo o inverso: usando as pessoas e amando as coisas…
Muitos deixaram de existir na vida das pessoas que amam por conta de valores que foram trocados…
Numa sociedade que evolui mais a cada dia que passa, as tecnologias que estão chegando próximas de coisas imagináveis… e os valores humanos vem sendo esquecidos, deixados de lado… e muitos não percebem essa mudança, que acontece tão rápido quanto o progresso tecnológico.
Viramos objetos… de desejo (te quero pra mim)… de consumo (que gostosa/o)… de descarte (ela/ele não vale nada)… de troca (ela/ele é melhor que você)… e etc…
Até que ponto isso é aceitável? Venho notando isso e não me conformo com tanta coisa… Temos inteligência o bastante pra reconhecer o valor de cada um, que não somos eternos (ainda) e que tudo que fazemos aqui tem o seu retorno…
Mas… muitos agem como se isso não existisse, e tratam uns aos outros como objetos… Perdem valores, desvalorizam o próximo… esquecem-se do necessário, do real… Criam um mundo virtual e nele habitam. E acham que todos estão naquele mesmo mundo.
Há um tempo ouço as pessoas mais velhas dizerem: “Há tempos não faço uma refeição com meus filhos, eles não saem da frente da tv e do computador.” Não há mais diálogo nas casas, não há mais aquele contato físico… Tudo está se virtualizando, até os sentimentos… A mentira ficou mais acessível, mais prática… É muito mais fácil fingir que se ama, que se gosta, do que assumir o risco de ficar só e deixar a outra pessoa livre para ser feliz… A solidão deixou de ser um momento de paz, e virou “depressão”… Ficar sozinho para algumas pessoas é sinônimo de tristeza, de depressão, de angústia… Porque todos necessitam estar cercados de algo, de alguém… E não há mais aquele respeito pelos sentimentos alheios, muitos viram motivo de deboche… E com isso, trocam o respeito pela falta de tolerância, pela injustiça… pela ignorância…
Como eu me sinto hoje? Como uma mulher única… Com meus valores. Uma mulher que vive no mesmo mundo que você, mas que procura fazer a diferença…
Não sei substituir as pessoas como folhas de papel, como objetos na estante. Reconheço o valor de cada um, e só descarto aquele que realmente não irá me acrescentar coisas boas… Mas, mesmo assim, ainda tenho um sentimento por quem não acrescenta. Tenho pena, e talvez, até um pouco de esperança… de que aquela pessoa possa acrescentar algo a alguém, já que na minha vida, ela não fez diferença. E penso… na vida de quem eu não faço a diferença? Não importa, procuro fazer sempre o bem na vida das pessoas… Como não sou nenhuma santa, quando noto que já não faço mais parte daquele mundo, me retiro antes que seja tarde… Não gosto de ser descartada, nem desejo isso a ninguém…
Desejo uma evolução nos valores, que isso acompanhe o progresso da humanidade…
Desejo pessoas melhores, com metas diferentes, focadas no bem…
Desejo uma sociedade evoluída, em sentimentos bons e mais feliz…
A felicidade vem de pequenas coisas, coisas simples…
O simples ato de estar ao lado de alguém que você goste de verdade, um amigo, um amor… Não importa…
Ser real e transformar isso em felicidade é um passo único, e só depende de alguém: Você!

bilhetes…

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Quem nunca recebeu, quem nunca mandou? Quem nunca esperou um, ou escreveu e não mandou? Já pensou nisso?

Eu sim, ontem por sinal rsrs

Cheguei em casa ontem a noite… cansada, com sono… Sem esperar que nada de bom acontecesse, afinal… o dia já tinha acabado, cheguei exatamente ás 23:59…

Entrando em casa, notei um pequeno pedaço de papel, e peguei pra ver o que era…

E nele estava escrito:

“Filha, boa noite… Fiz almôndega ao molho e deixei maracujá pra você comer com açúcar, ok? Bjos, mamãe te ama muito!”

E aí… sorri… Ela sabe perfeitamente como fazer sorrir… Um pequeno gesto, um lembrete de carinho… Alguém havia pensado em mim, pensado nos detalhes… Nas coisas simples que só ela sabe que gosto… Meus costumes e manias secretas (este agora não mais…)

Dobrei, e guardei com carinho… como faço com todos…

E fiquei pensando nos tantos bilhetinhos que já recebi, que já mandei… Que fiquei esperando e aqueles que escrevi e rasguei…

E voltei no tempo, com algo tão simples, que muitas vezes não damos valor…

Atitudes pequenas, porém, raras… e marcantes…

Notei a importância de cada um… em situações que não podemos falar, escrevemos…

Naqueles dias que não temos coragem de pedir desculpas, e escrevemos…

Aquele amor tão grande, que sabemos ser impossível de colocar em um pedaço de papel… E resumimos em algumas palavras…

E o carinho, da amizade, do parabéns, da alegria… traduzidos em palavras…

E muitas vezes não sabemos o quanto aquilo vai durar, se irá se decompor… Se alguém vai ler, ou vai ignorar…

Mas fazemos de ♥ aberto… Para registrar, na intenção de ser lembrados e atingir um objetivo… Traduzir pensamentos em palavras… com que aquilo faça alguém melhor, mostrar a importância de cada um… com palavras… Poucas ou muitas, não importa… Dentro de nós, sabemos a importância daquilo, e a história que podemos criar… com algo simples, mas real, concreto… Antigo, sim, pode ser… Mas eficiente, e que até hoje, não saiu de moda…

Hoje me recordei de todos, tenho uma caixa deles… Alguns divertidos, outros de agradecimento… Outros de perdão e outros de convites… e aqueles de Amor! Amor de amigo, de pai e mãe, de família, amores eternos… Palavras repletas de jeitos diferentes, com as características de cada um… Com emoções, com carinho… Um show de sentimentos, um círculo de palavras boas, e sem fim… Repleto de recordações, que me mostram a beleza de cada dia, de cada um… O poder de cada palavra… A riqueza de cada pessoa…

A beleza da vida!

O prazer de fazer alguém sorrir com um gesto tão simples!

Já fez alguém sorrir hoje?

Não custa nada =)

Bjoos


Sobre o amor e o dom de aprender…

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Hoje li esse texto e achei legal compartilhar…

Bjos e boa leitura!

GOSTAR É TÃO FÁCIL QUE NINGUÉM ACEITA APRENDER

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí, amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem –se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento da sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.
Ter razão é um perigo:
Em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível!
Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança.
Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito, sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma.
Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você.

Ame –se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

ARTHUR DA TÁVOLA

Silêncio… e saudade…

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Hoje acordei pensativa, precisando ficar só…
Senti que precisava de paz… Mas na correria rotineira, as horas se passaram e esqueci da minha verdadeira necessidade…
As possibilidades me permitem ir além, busco realizar o melhor todos os dias… Desde a convivência em casa, no trabalho, no cotidiano em si.
E elas ás vezes entram a frente do quero, o meu querer se torna menos importante, menos necessário… E as horas se passam… As pessoas se passam, tudo passa… E eu aqui, recolhida no meu EU… Não demonstrando o que preciso… Afinal, isso se basta a mim mesma… Tem certas horas que prefiro pensar q não tenho com quem contar, pra que possa aprender como preciso de mim mesma, aprender que no final, tudo depende de mim… O poder de ser feliz não está nos outros, de ter sucesso também não, de realizar e construir e… Tudo depende de mim, com a ajuda dos céus e do destino, na qual tanto acredito…
E o silêncio… é meu modo de viver, em várias situações… Muitos me criticam por ser assim, quieta… Não sou tola, não gosto de ser pisada… Não gosto de grosserias e outras coisas mais q ninguém admite… Mas quem disse q a vida seria fácil? Não gosto de guerra, não nasci pra ganhar nada com gritos… Silencio sim, muitas vezes quando tenho razão… Pode ser errado meu jeito de ser, mas nunca perdi um amigo sendo assim… Os anos vão se passando e vejo q amadureço… Mas ainda assim, admiro esse meu jeito “quieto” de ser… Podem gritar, berrar… Querer me fazer mal… Se acham isso interessante, sigam em frente! Cada um tem uma atitude conforme os resultados que busca… eu busco PAZ!
Aprendi isso com a minha amada e eterna Vó Tonha, cabelos de algodão doce… Ali conheci o amor verdadeiro e puro… Aquela mansidão, aquele olhar doce… As palavras poucas q sempre sábias foram, ahh q saudade… Seu silêncio imaculado, sua paz… sua ternura e amor, q a todos transmitia… Pra ela não havia diferença entre as pessoas, a única é q algumas optavam por não conhecer o amor, e eram más… Ela tinha esperança q estas pessoas conhecessem ele um dia, afinal… Sabia o quanto era bom amar… Ela era PAZ, silêncio… sempre me dizia: “Se você não souber o q dizer, silencie… O seu coração falará por você…”
E é assim que procuro viver… Agindo com razão, mas permitindo ouvir a voz do meu coração… Sua presença foi tão importante que até hoje sinto ela viva lá no céu… Sempre penso na ternura e no amor que conheci… q vivi… Ela me esperou até o último minuto… Nem os médicos acreditavam mais que daria tempo… E hoje, se alguém atrasa 5 minutos já me desespero… Ela me mostrou, mesmo sem conseguir mais… Em silêncio… q minha presença era importante pra ela… Não esqueço até hoje, seus últimos minutos… Quando cheguei lá seu coração ainda batia… Mas senti, minha avó não está mais aqui… Senti que ela já descansava, apenas queria que a visse pela última vez… Não a reconheci, ela já havia partido… Quando sai de lá, nos ligaram… Seu coração havia parado… E eu recolhi-me no silêncio mais dolorido que já vivi… Por aquele sinal de amor… Por aquele adeus, que nunca mais vou esquecer… Um amor que jamais senti, um amor puro… Um amor completo…
Ao lado desse amor vivi minha infância, na fazenda, ao lado dela… Ouvindo Romaria, da Elis Regina… Até hoje fecho os olhos, lembrando dela cantando pela casa… Lembrando de tudo amor que experimentei, que guardo em meu coração, que vivo todos os dias… Que tenho na memória, e que hoje, me fez chorar de saudade… Por hoje viver, ter o sangue dela, ser herança dela… E poder contar com orgulho sobre a pessoa mais incrível que já conheci… E acreditar sempre, no amor… Na paz…
Ter essa história, poder ter feito parte da vida dela, ter cativado seu carinho, sua atenção… sinto que ela partiu com um pedaço do meu coração e eu fiquei aqui, colhendo os frutos do que ela plantou… sorrindo pra vida… Ela não passou na vida por acaso, viveu cada minuto… E a maior parte da vida dela foi dedicada a fazer as pessoas felizes, simplesmente, estando ao lado dela… Não precisava mais nada, era isso que me fazia feliz… poder ter aquele carinho, aquele abraço… aquele aconchego… aquilo tudo que só ela sabia me passar… Nada nem ninguém fará essa saudade passar… pois sei q é único, está em mim, e foi a marca dela… Jamais sentiria saudades se não fosse tão importante pra mim, como ela foi e como ela é… e sempre será!
A cada dia que passa, me sinto mais feliz… E sei que ela faz parte de tudo na minha vida, sinto sua presença… O amor é muito além do que imaginamos, é muito mais forte… Não se limita as razões humanas… Infeliz daquele que não conhecê-lo… Feliz de quem souber valorizá-lo…
Nada que foi escrito será esquecido e a cada momento, sei que ela estará lá…
A ela, in memorian, com muitas saudades, amor e gratidão…
Á minha vó, doce como amor…
*Antônia da Silva Lopes… Vó Tonha…